Entrevista com o autor

Amigos, estou transcrevendo aqui parte da entrevista que fiz para a revista Ser Espírita.

Agradeço a Flavia Zanforlim da Revista Ser Espírita pela oportunidade.

Para conhecer mais sobre a revista, clique aqui.

Boa leitura!

Abraços,
Artur Mendes

Revista Ser Espírita: Artur, quando e como você conheceu a Doutrina Espírita?

Artur Mendes: Quando criança ouvia a minha mãe falar sobre o espiritismo. Achava a conversa muito curiosa, mas não compreendia quase nada. Lembro perfeitamente da edição antiga do Livro dos Espíritos na estante da sala. Embora não conhecesse o espiritismo, eu fantasiava o seu significado.  Levei muitos anos para fazer algo além disso.

Conheci a Doutrina Espírita com dezessete anos, quando comecei a freqüentar a casa espírita e estudar de forma sistematizada. Comecei a fazer cursos, ler livros, assistir palestras…

Embora conhecesse a Doutrina, a minha perspectiva somente amadureceu aos dezenove anos quando comecei a trabalhar apoiando a evangelização infantil no Grupo Espírita Regeneração no Rio de Janeiro.

Revista Ser Espírita: Qual o primeiro livro espírita que você leu e o que achou? E agora, qual você está lendo?

Artur Mendes: O primeiro livro que li de forma sistematizada foi o livro “O que é o espiritismo” de Allan Kardec. Sempre fui muito desconfiado e questionador, no entanto, fiquei muito surpreso ao ler este livro. Tive a impressão de estar lendo as respostas para as minhas maiores inquietações sobre o propósito do espiritismo. Foi assim que o meu “muro de incredulidade” começou a se desfazer.

Atualmente estou lendo o livro “O Espiritismo na Arte” de Léon Denis. Estou lendo por orientação de amigos da Oficina de Estudos da Arte Espírita. Estou adorando!

Revista Ser Espírita: Quando e por que você resolveu fazer os quadrinhos sobre o Espiritismo? Alguém te ajuda neste projeto?

Artur Mendes: Quando comecei a evangelizar, percebi que o interesse que conservo por desenhos era um canal de ligação muito natural com os evangelizandos. Nunca tive facilidade para expressar as minhas idéias de forma oral. Assim os desenhos surgiram… Comecei a desenhar para apoiar o grupo de evangelização ilustrando histórias, atividades e cenários.

Pouco tempo depois comecei a fazer o mesmo para alguns encontros de mocidades que aconteciam na região em que atuo. Sempre de forma muito rudimentar…

Com o projeto “ALP” além de desenhar, estou experimentando criar as minhas próprias histórias. Porém, não posso dizer que trabalho sozinho. Conto com orientação e estímulo de muitos amigos que atuam comigo na Oficina de Estudos da Arte Espírita.

Revista Ser Espírita: O que você espera levar para as pessoas por meio dos personagens André, Luiz e Pimenta? O que eles representam?

Artur Mendes: Com essas histórias experimento formas de estabelecer “costuras” entre situações comuns ao cotidiano dos jovens e a perspectiva espírita. Essas perspectivas podem estar presente em todos os momentos de nossas vidas. Tento ilustrar isso.

Nunca pensei em criar personagens infalíveis com respostas doutrinárias prontas para qualquer situação. Os personagens André, Luiz e Pimenta representam jovens espíritas comuns. Tento fazer com que a perspectiva espírita se apresente em contextos, assim como nós percebemos em nossa vida.

Revista Ser Espírita: Imagino que seja um grande desafio fazer humor levando valores morais. Como está sendo esta experiência?

Artur Mendes: Um desafio constante… pois o humor não é  a finalidade deste projeto. Por vezes, o humor surge na história mas como parte do processo, ajudando o leitor a fazer conexões com os sentidos implícitos presentes nas histórias.

Pensei muito sobre isso antes decidir tornar o projeto público. Precisei fazer muitas histórias até ficar convencido de que poderia fazer algo além do “humor pelo humor”. Não queria soar leviano. Eu costumava mostrar pessoalmente as histórias sem dizer nada, apenas para observar e ouvir as reações.

Percebi  que cada pessoa reage de uma forma particular. Foi um período muito difícil para mim. Demorei muito para entender que histórias que utilizam jogos de idéias não alcançam interpretações uniformes e que não há nenhum problema nisso.

Revista Ser Espírita: Qual a sua participação na Oficina de Estudos da Arte Espírita? E qual a importância deste grupo?

Artur Mendes: Atuo na Oficina de Estudos da Arte Espírita como professor no curso de desenho e quadrinho ao lado de João Costa, Stephanie Corrêa e Nicolas Vidal. Considero esta a minha principal participação.

A Oficina existe há dez anos no Rio de Janeiro e tem como um dos principais objetivos capacitar pessoas que desejem utilizar a arte como forma de fortalecer a ação evangelizadora.

Atualmente contamos com os cursos de violão/ teclado/ percussão/ baixo/ artes literárias/ teatro/ dança/ fotografia e cinema/ design/ desenho e quadrinho.

Toda semana além de estudarmos essas artes, nos reunimos para estudar a arte a luz da Doutrina Espírita de forma sistematizada.


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Na edição 25, você encontra a entrevista na íntegra.

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